Sem dúvida que passei por muito... e ainda passo, para lhe conseguir dar de mamar.
Tive gretas e bolhas e não percebia nada disto...
Sou professora e só dou aulas à noite. Assim sendo, dou-lhe maminha à hora da sesta (15h) e depois quando chego a casa (00h30m).
Se não lhe der à hora da sesta, fico com as mamas em pedra.
Nunca tive muito leite, já que a minha filhota teve que começar a tomar suplemento com 20 dias, porque não aumentava o peso (a mandado do pediatra... ele achou que a minha mama "não era grande chouriço" - palavras dele....).
Mas mesmo assim, as mamas endurecem e o pouco leitinho que lhe dou é sem dúvida bom para ela. Tenho é de ser disciplinada e dar-lhe 2 vezes por dia.
Cheguei a contactar telefonicamente o sos amamentação, visto que, dava aulas a 60 Km e passava muito tempo sem amamentar. Como não conseguia utilizar a bomba, cheguei a tirar leite manualmente na casa de banho da escola, o que não deixa de ter a sua piada...
Não sei até quando o vou fazer, só sei que gosto de lhe dar de mamar e só me sinto bem se o fizer.
Para todas as mães que amamentam, deixo uma palavra de coragem e força!
Um bem-haja a todas as voluntárias do sosamamentação.
Claude
Ana Madeira
quinta-feira, 26 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Testemunhos - Agradeço a todos os que contribuem para a SOS Amamentação
Este é um projecto que vale a pena apoiar, porque as mães que amamentam por vezes não têm a quem recorrer, mas agora já podem contar com as informações úteis deste site, assim como os conselhos de quem tem a experiência e a formação para nos ajudar.
Agradeço em especial à D. Isabel por me ter ajudado e pelo rápido feedback ao meu e-mail no qual explicava o meu problema.
Nos primeiros meses de amamentação fiquei com o peito direito encaroçado, o médico mandou fazer uma punção, mas afinal tudo se resolveu quando retirei o leite acumulado com uma bomba eléctrica (medea), tanto o encaroçamento, como o empastamento desapareceram.
Quando tinha empastamentos era só "pentear" a mama (solução apresentada no vosso site) e acaba por ficar bem outra vez.
Obrigada e um grande beijinho a todas vós,
Margarida, mãe de 2 filhas:
- Carolina mamou até aos 8 meses
- Leonor mamou em exclusivo até aos 5 meses e agora com 6 meses mama em complemento das refeições e durante a noite
Margarida Martins
Agradeço em especial à D. Isabel por me ter ajudado e pelo rápido feedback ao meu e-mail no qual explicava o meu problema.
Nos primeiros meses de amamentação fiquei com o peito direito encaroçado, o médico mandou fazer uma punção, mas afinal tudo se resolveu quando retirei o leite acumulado com uma bomba eléctrica (medea), tanto o encaroçamento, como o empastamento desapareceram.
Quando tinha empastamentos era só "pentear" a mama (solução apresentada no vosso site) e acaba por ficar bem outra vez.
Obrigada e um grande beijinho a todas vós,
Margarida, mãe de 2 filhas:
- Carolina mamou até aos 8 meses
- Leonor mamou em exclusivo até aos 5 meses e agora com 6 meses mama em complemento das refeições e durante a noite
Margarida Martins
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quinta-feira, 13 de março de 2008
Riscos do Leite Artificial
A Deco lança uma campanha importantíssima que tem por objectivo alertar os pais para os riscos do marketing alimentar infantil.
Os riscos do marketing alimentar infantil são potenciais e logo desde os primeiros dias de vida dos nossos filhos.
Queremos aproveitar esta oportunidade que a Deco promove para partilhar convosco uma abordagem que por norma não é feita em Portugal, e que a Drª Sofia Quintero-Romero (médica de saúde pública e especialista em alimentação infantil) partilhou com os participantes no III Encontro de Conselheiros de Amamentação que decorreu no dia 8 de Março : Os Riscos do Leite Artificial.
Assim, os Riscos do Leite Artificial são:
* Interfere na relação mãe-filho
* Episódios mais frequentes de diarreia e infecções respiratórias
* Maior frequência de desnutrição e de carência em micro-nutrientes
* Maior frequência de doenças cardiovasculares
* Maior frequência de diabetes e de tumores
* Menor desenvolvimento cognitivo
* Menor espaçamento entre gravidezes
* Maior incidência de depressão pós-parto
* Maior incidência de tumores maternos
* O leite em pó não é um produto estéril, ao contrário dos leites artificiais líquidos
* O leite em pó pode ser contaminado a nível industrial no processo de produção com bactérias patogénicas (até 14% de amostras testadas).
Como o Dr. Carlos Gonzalez (Pediatra espanhol e presidente da Associação Catalã Pró Aleitamento Materno) referiu no Encontro para Pais no domingo, 9 de Março, o leite artificial está em constante investigação exactamente porque está longe de ser perfeito para os bebés ("não se tem conhecimento de que nenhuma marca tenha encerrado os seus laboratórios por já terem descoberto a fórmula necessária para os bebés"), ao contrário do leite materno.
Com frequência é lançada mais uma fórmula enriquecida com algo que afinal ainda não tinha sido considerado, ou seja, até então os bebés que consumiram esses leites foram recebendo um alimento com défice de algo. Vale a pena pensar nisso antes de se introduzir um suplemento e questionar a sua real necessidade…
Num país em que o Código Internacional de Substitutos de Leite Materno ainda não é lei e somos diariamente bombardeados com anúncios a biberões, chuchas e lamentavelmente até de marcas de leite artificial, gostaríamos de desta forma alertar uma vez mais não só os pais como todos os que são responsáveis pela saúde pública a se sentirem na obrigação de se informarem e promoverem a informação e meios necessários para que todos possamos ter um papel activo na promoção de uma boa alimentação infantil e consequentemente da saúde pública, desde os primeiros dias de vida dos nossos filhos.
Talvez a Deco possa vir a ter um papel determinante nesta área do Marketing Alimentar, em conjunto com as entidades que promovem a amamentação no nosso país.
BioNascimento
Deixamos alguns links:
http://www.breastfeedingtaskforla.org/ABMRisks.htm
http://www.naba-breastfeeding.org/images/Just%20one.pdf
http://www.fda.gov/fdac/reprints/breastfed.html
http://www.amamentar.net/
Os riscos do marketing alimentar infantil são potenciais e logo desde os primeiros dias de vida dos nossos filhos.
Queremos aproveitar esta oportunidade que a Deco promove para partilhar convosco uma abordagem que por norma não é feita em Portugal, e que a Drª Sofia Quintero-Romero (médica de saúde pública e especialista em alimentação infantil) partilhou com os participantes no III Encontro de Conselheiros de Amamentação que decorreu no dia 8 de Março : Os Riscos do Leite Artificial.
Assim, os Riscos do Leite Artificial são:
* Interfere na relação mãe-filho
* Episódios mais frequentes de diarreia e infecções respiratórias
* Maior frequência de desnutrição e de carência em micro-nutrientes
* Maior frequência de doenças cardiovasculares
* Maior frequência de diabetes e de tumores
* Menor desenvolvimento cognitivo
* Menor espaçamento entre gravidezes
* Maior incidência de depressão pós-parto
* Maior incidência de tumores maternos
* O leite em pó não é um produto estéril, ao contrário dos leites artificiais líquidos
* O leite em pó pode ser contaminado a nível industrial no processo de produção com bactérias patogénicas (até 14% de amostras testadas).
Como o Dr. Carlos Gonzalez (Pediatra espanhol e presidente da Associação Catalã Pró Aleitamento Materno) referiu no Encontro para Pais no domingo, 9 de Março, o leite artificial está em constante investigação exactamente porque está longe de ser perfeito para os bebés ("não se tem conhecimento de que nenhuma marca tenha encerrado os seus laboratórios por já terem descoberto a fórmula necessária para os bebés"), ao contrário do leite materno.
Com frequência é lançada mais uma fórmula enriquecida com algo que afinal ainda não tinha sido considerado, ou seja, até então os bebés que consumiram esses leites foram recebendo um alimento com défice de algo. Vale a pena pensar nisso antes de se introduzir um suplemento e questionar a sua real necessidade…
Num país em que o Código Internacional de Substitutos de Leite Materno ainda não é lei e somos diariamente bombardeados com anúncios a biberões, chuchas e lamentavelmente até de marcas de leite artificial, gostaríamos de desta forma alertar uma vez mais não só os pais como todos os que são responsáveis pela saúde pública a se sentirem na obrigação de se informarem e promoverem a informação e meios necessários para que todos possamos ter um papel activo na promoção de uma boa alimentação infantil e consequentemente da saúde pública, desde os primeiros dias de vida dos nossos filhos.
Talvez a Deco possa vir a ter um papel determinante nesta área do Marketing Alimentar, em conjunto com as entidades que promovem a amamentação no nosso país.
BioNascimento
Deixamos alguns links:
http://www.breastfeedingtaskforla.org/ABMRisks.htm
http://www.naba-breastfeeding.org/images/Just%20one.pdf
http://www.fda.gov/fdac/reprints/breastfed.html
http://www.amamentar.net/
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Promover e Apoiar o Aleitamento Materno
Entrevista com a Jasfarma, sobre o apoio prestado pela Associação:
Clique aqui para ler este artigo.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
O leite materno é um antibiótico natural e uma super vacina
Entrevista da Dra Gro Nylander, médica da Noruega, onde 98% dos recém-nascidos são amamentados e 80% continuam no peito até completarem 6 meses. Um país que as práticas hospitalares estimulam o aleitamento, as mulheres gozam de 10 meses de licença de maternidade com tudo pago e as nutrizes trabalhadoras têm um descanso de 2 horas em seu turno de trabalho para amamentar.
A Dra Gro Nylander foi uma das oradoras convidadas para a II Conferência Internacional para o Aleitamento Materno promovida pela UNICEF em Outubro 2005.
"Deixemos de lado minha idade... Sou mãe de 4 filhos que estão na casa dos 30 anos e avó de 4 netos. Estou casada. Sou norueguesa e vivo em Oslo. Sou obstetra do Hospital da Universidade de Oslo, Diretora do Centro Nacional de Aleitamento Materno, o primeiro do mundo. Promovo a amamentação: que traz benefícios sem fim !"
Víctor-M. Amela – La Vanguardia, Espanha faz as perguntas.
O que tem no leite materno que não tem nos outros leites ?
- é a embalagem mais bela do mundo...
Totalmente de acordo!
- ...e milhares de benefícios para a saúde do bebê e da mulher.
Milhares ?
- são os já confirmados por estudos científicos... porém, cada dia descobrimos alguma nova vantagem do aleitamento materno ! E tanto para o bebê como para a mãe.
Qual a vantagem mais principal ?
- é uma vacina natural ! Os anticorpos que a mãe possui passa com seu leite ao bebê que mama; assim o lactente fica imunizado contra os germens do ambiente materno !
E o bebê adoece menos ?
- Sim: sofre menos infecções. Veja, há pouco tempo em Oslo, houve uma epidemia de diarréia entre crianças de 4 anos; descobrimos que era causada por um vírus, freqüente no Paquistão, e não respondia a nenhum tratamento...
As crianças não tinham defesa, deduzo.
- Então nos ocorreu dar-lhes leite materno de uma mulher do Paquistão: se curarão !
Bravo ! Há algum leite que imita o leite materno, que possa substituí-lo ?
- Estes leites artificiais – está vedado chamá-los de "maternizados": é publicidade enganosa ! São cada dia melhores, porém estão a anos-luz dos benefícios do leite materno.
Continue enumerando-os, por favor.
- A mortalidade infantil no primeiro ano de vida é muito inferior entre os bebês com aleitamento natural. E há menos casos de morte súbita.
Por que ?
- Provavelmente porque estão mais blindados contra infecções respiratórias.
Mais sadios ?
- Sofrem menos de anemias: o ferro do leite materno é totalmente absorvido, e os das fórmulas infantis são mal absorvidos.
Como isto afeta o crescimento da criança ?
- Temos constatado que os adolescentes que foram amamentados quando bebês são menos propensos a obesidade que outros.
Curioso...
- Muito importante: a obesidade mata hoje mais gente que a fome em todo o mundo !
E a amamentação afeta de algum modo o desenvolvimento intelectual do bebê ?
- Sim. A grande riqueza em ácidos graxos de cadeia longa (ômega-3) que contém no leite materno favorece o desenvolvimento do cérebro. O QI (quociente intelectual) dessas crianças supera de 5 à 10 pontos o dos outros.
Tudo é benéfico !
- O desenvolvimento psicomotor também melhora graças ao leite materno. E o emocional, graças ao contato físico, o pele-a-pele...
E quanto tempo convém dar de mamar para usufruir de todos estas vantagens ?
- Durante os primeiros 6 meses convém dar só peito. E durante os 6 meses seguintes, peito mais outros alimentos.
E já temos o bebê com 1 aninho.
- A OMS aconselha seguir dando o peito até 2 anos ou mais. Os indígenas e outros povos primitivos prolongam a amamentação até 3 ou 4 anos. Esto seria o natural !
Tanto ?
- Já me advertiram que afirmar isto na Espanha é quase um tabu... Essas crianças quase não adoecem, não necessitam de antibióticos: o leite materno é seu antibiótico natural ! Sem falar da riquíssima absorção de suas proteínas.
Porém... a criança não morderá esse peito ?
- Caso o faça, deve-se aperta-lo contra o peito: é impossível morder com a boca cheia.. ! Porém a criança está feliz e não morde.
Que conselho daria à uma mãe de primeira viagem para dar corretamente o peito?
- Assim que o bebê nasça, que o coloque entre as mamas e o deixem com ela. Esse bebê cheira, busca, se aproxima do peito e, antes de uma hora, já está mamando !
Assim tão fácil ?
- Claro ! É um instinto de busca derivado de milhões de anos de seleção natural... E temos comprovado que quantas mais horas prorrogarmos em oferecer o peito ao bebê..., pior: mais reflexos haverá perdido, mais lento e esgotado estará e mais lhe custará começar a mamar.
O que pode desesperar a mãe que amamenta...
- Não há que apressa-la, nem ela ou seu bebê. Calma ! E que nem ela – nem ninguém – esfregue ou aperte com os dedos os mamilos para prepará-los ! É um erro: só a boca do bebê deve tocar os bicos dos seios. A mãe deve ficar somente com o bebê, e deixar que o bebê busque...
Tranqüilamente.
- Sim. Ah: e que ninguém lhe dê mamadeira.
Por que não ?
- Sugar um bico de mamadeira é como sugar um espaqueti, e sugar um peito é como meter na boca um hambúrguer. Se acostumas o bebê à mamadeira, logo lhe custará mais sugar bem o peito.
A aréola ?
- Para que a sucção seja correta, a boca do bebê deve abarcar não somente o mamilo, senão também parte do peito – a aréola.
E não faz cair as mamas ?
- Não ! A queda do peito é derivada do aumento durante a gravidez e logo desincham: nada tem a ver com o aleitamento.
Ainda assim, há mulheres que preferem evitar a dependência pessoal da amamentação...
- Pois lhes darei outro dado: para cada ano que a mulher dá de mamar, reduz em uns 4,6% seus risco de sofrer de câncer de mama ! Que é o câncer que mais mata mulheres na Espanha...
Se eu fosse mulher e mãe, não duvidaria...
- Pois é, além do que afastaria osteoporose na velhice: hoje sabemos que dar de mamar renova o cálcio do esqueleto e o reforça.
E quantas vezes ao dia deve-se dar o peito ?
- Toda vez que o bebê desejar. É o ideal: os peitos adeguam sua produção de leite à demanda. E é servido na temperatura ideal.
Tradução de Marcus Renato de Carvalho – exclusivo para o www.aleitamento.com
A Dra Gro Nylander foi uma das oradoras convidadas para a II Conferência Internacional para o Aleitamento Materno promovida pela UNICEF em Outubro 2005.
"Deixemos de lado minha idade... Sou mãe de 4 filhos que estão na casa dos 30 anos e avó de 4 netos. Estou casada. Sou norueguesa e vivo em Oslo. Sou obstetra do Hospital da Universidade de Oslo, Diretora do Centro Nacional de Aleitamento Materno, o primeiro do mundo. Promovo a amamentação: que traz benefícios sem fim !"
Víctor-M. Amela – La Vanguardia, Espanha faz as perguntas.
O que tem no leite materno que não tem nos outros leites ?
- é a embalagem mais bela do mundo...
Totalmente de acordo!
- ...e milhares de benefícios para a saúde do bebê e da mulher.
Milhares ?
- são os já confirmados por estudos científicos... porém, cada dia descobrimos alguma nova vantagem do aleitamento materno ! E tanto para o bebê como para a mãe.
Qual a vantagem mais principal ?
- é uma vacina natural ! Os anticorpos que a mãe possui passa com seu leite ao bebê que mama; assim o lactente fica imunizado contra os germens do ambiente materno !
E o bebê adoece menos ?
- Sim: sofre menos infecções. Veja, há pouco tempo em Oslo, houve uma epidemia de diarréia entre crianças de 4 anos; descobrimos que era causada por um vírus, freqüente no Paquistão, e não respondia a nenhum tratamento...
As crianças não tinham defesa, deduzo.
- Então nos ocorreu dar-lhes leite materno de uma mulher do Paquistão: se curarão !
Bravo ! Há algum leite que imita o leite materno, que possa substituí-lo ?
- Estes leites artificiais – está vedado chamá-los de "maternizados": é publicidade enganosa ! São cada dia melhores, porém estão a anos-luz dos benefícios do leite materno.
Continue enumerando-os, por favor.
- A mortalidade infantil no primeiro ano de vida é muito inferior entre os bebês com aleitamento natural. E há menos casos de morte súbita.
Por que ?
- Provavelmente porque estão mais blindados contra infecções respiratórias.
Mais sadios ?
- Sofrem menos de anemias: o ferro do leite materno é totalmente absorvido, e os das fórmulas infantis são mal absorvidos.
Como isto afeta o crescimento da criança ?
- Temos constatado que os adolescentes que foram amamentados quando bebês são menos propensos a obesidade que outros.
Curioso...
- Muito importante: a obesidade mata hoje mais gente que a fome em todo o mundo !
E a amamentação afeta de algum modo o desenvolvimento intelectual do bebê ?
- Sim. A grande riqueza em ácidos graxos de cadeia longa (ômega-3) que contém no leite materno favorece o desenvolvimento do cérebro. O QI (quociente intelectual) dessas crianças supera de 5 à 10 pontos o dos outros.
Tudo é benéfico !
- O desenvolvimento psicomotor também melhora graças ao leite materno. E o emocional, graças ao contato físico, o pele-a-pele...
E quanto tempo convém dar de mamar para usufruir de todos estas vantagens ?
- Durante os primeiros 6 meses convém dar só peito. E durante os 6 meses seguintes, peito mais outros alimentos.
E já temos o bebê com 1 aninho.
- A OMS aconselha seguir dando o peito até 2 anos ou mais. Os indígenas e outros povos primitivos prolongam a amamentação até 3 ou 4 anos. Esto seria o natural !
Tanto ?
- Já me advertiram que afirmar isto na Espanha é quase um tabu... Essas crianças quase não adoecem, não necessitam de antibióticos: o leite materno é seu antibiótico natural ! Sem falar da riquíssima absorção de suas proteínas.
Porém... a criança não morderá esse peito ?
- Caso o faça, deve-se aperta-lo contra o peito: é impossível morder com a boca cheia.. ! Porém a criança está feliz e não morde.
Que conselho daria à uma mãe de primeira viagem para dar corretamente o peito?
- Assim que o bebê nasça, que o coloque entre as mamas e o deixem com ela. Esse bebê cheira, busca, se aproxima do peito e, antes de uma hora, já está mamando !
Assim tão fácil ?
- Claro ! É um instinto de busca derivado de milhões de anos de seleção natural... E temos comprovado que quantas mais horas prorrogarmos em oferecer o peito ao bebê..., pior: mais reflexos haverá perdido, mais lento e esgotado estará e mais lhe custará começar a mamar.
O que pode desesperar a mãe que amamenta...
- Não há que apressa-la, nem ela ou seu bebê. Calma ! E que nem ela – nem ninguém – esfregue ou aperte com os dedos os mamilos para prepará-los ! É um erro: só a boca do bebê deve tocar os bicos dos seios. A mãe deve ficar somente com o bebê, e deixar que o bebê busque...
Tranqüilamente.
- Sim. Ah: e que ninguém lhe dê mamadeira.
Por que não ?
- Sugar um bico de mamadeira é como sugar um espaqueti, e sugar um peito é como meter na boca um hambúrguer. Se acostumas o bebê à mamadeira, logo lhe custará mais sugar bem o peito.
A aréola ?
- Para que a sucção seja correta, a boca do bebê deve abarcar não somente o mamilo, senão também parte do peito – a aréola.
E não faz cair as mamas ?
- Não ! A queda do peito é derivada do aumento durante a gravidez e logo desincham: nada tem a ver com o aleitamento.
Ainda assim, há mulheres que preferem evitar a dependência pessoal da amamentação...
- Pois lhes darei outro dado: para cada ano que a mulher dá de mamar, reduz em uns 4,6% seus risco de sofrer de câncer de mama ! Que é o câncer que mais mata mulheres na Espanha...
Se eu fosse mulher e mãe, não duvidaria...
- Pois é, além do que afastaria osteoporose na velhice: hoje sabemos que dar de mamar renova o cálcio do esqueleto e o reforça.
E quantas vezes ao dia deve-se dar o peito ?
- Toda vez que o bebê desejar. É o ideal: os peitos adeguam sua produção de leite à demanda. E é servido na temperatura ideal.
Tradução de Marcus Renato de Carvalho – exclusivo para o www.aleitamento.com
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Testemunhos - Queria agradecer muito...
Queria agradecer muito o apoio telefónico que me foi prestado por vós no início do mês de Dezembro, quando enfrentei múltiplas dificuldades para amamentar o meu bebé.
Sempre quis amamentar e o meu medo era não ter leite, mas após o Pedro nascer foi com felicidade que vi que não lhe ia faltar leitinho quentinho, o pior foi as dores intensas e as gretas e a total falta de apoio ou compreensão e até de soluções quando recorri ao meu centro de saúde local para pedir ajuda para amamentar o Pedro. Foi então que me lembrei de vós, já tinha ouvido uns rumores e lido umas coisa - "As voluntárias são fantásticas, vais vêr" tinha ouvido uma vez esta frase numa conversa de café da mesa ao lado, e a verdade é que hoje, já com um mes e meio de mãe (quase uma profissional) o Pedro continua a mamar feliz e eu sem dores graças ao vosso apoio!
Sem vocês não tinha conseguido.
Cláudia Patrão
Sempre quis amamentar e o meu medo era não ter leite, mas após o Pedro nascer foi com felicidade que vi que não lhe ia faltar leitinho quentinho, o pior foi as dores intensas e as gretas e a total falta de apoio ou compreensão e até de soluções quando recorri ao meu centro de saúde local para pedir ajuda para amamentar o Pedro. Foi então que me lembrei de vós, já tinha ouvido uns rumores e lido umas coisa - "As voluntárias são fantásticas, vais vêr" tinha ouvido uma vez esta frase numa conversa de café da mesa ao lado, e a verdade é que hoje, já com um mes e meio de mãe (quase uma profissional) o Pedro continua a mamar feliz e eu sem dores graças ao vosso apoio!
Sem vocês não tinha conseguido.
Cláudia Patrão
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
Brasil restringe publicidade a tetinas e chupetas
Lei rígida impõe guerra silenciosa ao setor de chupetas e mamadeiras - Valor Económico 02/12/2005
Chris Martinez de São Paulo
Uma lei rigorosa que proíbe, desde 2002, qualquer tipo de publicidade ou, até mesmo, promoção de bicos, mamadeiras, chupetas e protetores de mamilos no ponto-de-venda mudou radicalmente a estratégia das fabricantes do setor. Os bebês que emprestavam seus rostinhos bonitos para comerciais, na telinha ou em revistas, perderam o lugar cativo, e a competição entre as empresas tornou-se uma guerra tão silenciosa que passa despercebida aos olhos do consumidor.
O assunto é polêmico. Joga em lados opostos o Ministério da Saúde e ONGs, que querem incentivar o aleitamento materno, e as fabricantes do setor. Além do duelo entre governo e iniciativa privada, abriu-se uma rivalidade dentro do próprio setor: grandes fabricantes tentam conter o avanço das empresas informais, que vendem produtos a preços bem menores.
"Não somos contra o aleitamento, mas estamos sendo penalizados porque a lei nivelou por baixo todas empresas", diz Nelson Mussolini, diretor corporativo da Novartis. A multinacional do setor farmacêutico lidera o ramo de puericultura desde que comprou a Lillo, maior empresa nacional, e reforçou o negócio com a marca internacional Gerber.
Distantes da mídia, sem armas de comunicação para chamar a atenção do freguês e sem poder de barganha para fazer o Ministério da Saúde voltar atrás, as grandes fabricantes tiveram que baixar preços para brigar nas gôndolas. Também foram forçadas a fazer um austero corte de custos para não entrar no vermelho.
A Lillo by Gerber terceirizou parte da produção, demitiu 50 funcionários (de um total de 450) e passou a produzir no Brasil o silicone usado no bico da mamadeira e das chupetas, em vez de importar dos Estados Unidos. Hoje, a fábrica de Campo Grande (RJ), que veio com a aquisição da Lillo, opera com capacidade ociosa. A empresa dispensou 70 promotoras que faziam ações no varejo.
Mussolini não nega que, eventualmente, a unidade brasileira possa ser fechada, mas acredita que ainda é cedo para falar no assunto. "Uma multinacional desse porte nunca faz investimentos de curto prazo." No ano passado, a Novartis fechou a fábrica da Gerber na Argentina - por problemas de mercado e não de legislação.
A Gerber contabiliza, ainda, duas tentativas frustradas de estrear no mercado de papinhas para bebê no país - a última delas, no ano passado. A primeira foi na década de 70, quando a Gerber ainda não tinha sido mundialmente adquirida pela Novartis. A Nestlé continua sozinha no setor.
A austríaca MAM, que desembarcou no país antes da proibição mais rígida, vem adiando o investimento na construção de uma fábrica no Brasil. "A unidade poderia servir de base de exportação para a América Latina", diz Jorge Pasquotto, presidente da empresa. Ele observa que a MAM compensou suas vendas, ao ampliar a distribuição, aumentar o número de itens em seu portfólio e chegar até o varejo de supermercados.
Com quase 50 anos, a brasileira Neopan também fez corte de pessoal na sua fábrica de Santo André (SP) e vai fechar este ano no vermelho, segundo César Sansano, diretor geral da empresa e presidente da associação que reúne as empresas do setor, a Abrapur. Sansano diz que as vendas físicas do setor vêm caindo 10% nos últimos dois anos. Por mês, o Brasil produz 1,5 milhão de mamadeiras e 3,2 milhões de chupetas
Sob pena de serem multadas até mesmo se oferecerem descontos nas prateleiras, as empresas silenciam sobre a queda de preço e pouco falam sobre suas estratégias de vendas. A maioria delas capricha nas negociações de vendas com o grande varejo de supermercados. Consegue, com isso, um efeito de redução de preço na gôndola.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem sido firme na fiscalização. A técnica Ana Paula Massera diz que, antes de serem punidas, as empresas recebem um alerta, mas se não cumprirem as regras podem ser multadas em até R$ 1,5 milhão. A lei obriga os fabricantes a advertir os consumidores em suas embalagens.
Na tentativa de ganhar a simpatia do médicos, que em geral são contra o uso de chupetas e mamadeiras, algumas empresas têm visitado consultórios. A MAM, que importa toda a linha de produtos, reuniu-se recentemente com pediatras ortodônticos para falar sobre o seu bico de mamadeira ortodôntico e escovas de dentes.
Na lei que limita a comercialização - na verdade são três normas com poder de lei, uma das quais originada em 1988 - o governo alerta sobre os riscos que o uso desses produtos podem causar à saúde dos bebês. "Chupetas e mamadeiras podem provocar disfunção motora e gerar problemas ortodônticos, além de cáries", alega o pediatra Marcus Renato de Carvalho, que desde 1998 faz parte da Ibfan, uma ONG em defesa do aleitamento materno.
Carvalho diz que no Brasil o desmame dos bebês é precoce, influenciado pelo uso das mamadeiras. E o tempo médio de amamentação exclusiva (sem a introdução de outros tipos de leites) é de apenas 23 dias, enquanto o recomendado é de 180. "Mas esses dados vêm crescendo", diz. "O Brasil tem um grande programa de incentivo e já possui um dos maiores bancos de leite dos mundo, com 274 pontos de coleta." Os médicos defendem a amamentação até o sexto mês e, depois disso, a introdução de outros alimentos e água de coco, dada ao bebê em colheres ou copos.
Chris Martinez de São Paulo
Uma lei rigorosa que proíbe, desde 2002, qualquer tipo de publicidade ou, até mesmo, promoção de bicos, mamadeiras, chupetas e protetores de mamilos no ponto-de-venda mudou radicalmente a estratégia das fabricantes do setor. Os bebês que emprestavam seus rostinhos bonitos para comerciais, na telinha ou em revistas, perderam o lugar cativo, e a competição entre as empresas tornou-se uma guerra tão silenciosa que passa despercebida aos olhos do consumidor.
O assunto é polêmico. Joga em lados opostos o Ministério da Saúde e ONGs, que querem incentivar o aleitamento materno, e as fabricantes do setor. Além do duelo entre governo e iniciativa privada, abriu-se uma rivalidade dentro do próprio setor: grandes fabricantes tentam conter o avanço das empresas informais, que vendem produtos a preços bem menores.
"Não somos contra o aleitamento, mas estamos sendo penalizados porque a lei nivelou por baixo todas empresas", diz Nelson Mussolini, diretor corporativo da Novartis. A multinacional do setor farmacêutico lidera o ramo de puericultura desde que comprou a Lillo, maior empresa nacional, e reforçou o negócio com a marca internacional Gerber.
Distantes da mídia, sem armas de comunicação para chamar a atenção do freguês e sem poder de barganha para fazer o Ministério da Saúde voltar atrás, as grandes fabricantes tiveram que baixar preços para brigar nas gôndolas. Também foram forçadas a fazer um austero corte de custos para não entrar no vermelho.
A Lillo by Gerber terceirizou parte da produção, demitiu 50 funcionários (de um total de 450) e passou a produzir no Brasil o silicone usado no bico da mamadeira e das chupetas, em vez de importar dos Estados Unidos. Hoje, a fábrica de Campo Grande (RJ), que veio com a aquisição da Lillo, opera com capacidade ociosa. A empresa dispensou 70 promotoras que faziam ações no varejo.
Mussolini não nega que, eventualmente, a unidade brasileira possa ser fechada, mas acredita que ainda é cedo para falar no assunto. "Uma multinacional desse porte nunca faz investimentos de curto prazo." No ano passado, a Novartis fechou a fábrica da Gerber na Argentina - por problemas de mercado e não de legislação.
A Gerber contabiliza, ainda, duas tentativas frustradas de estrear no mercado de papinhas para bebê no país - a última delas, no ano passado. A primeira foi na década de 70, quando a Gerber ainda não tinha sido mundialmente adquirida pela Novartis. A Nestlé continua sozinha no setor.
A austríaca MAM, que desembarcou no país antes da proibição mais rígida, vem adiando o investimento na construção de uma fábrica no Brasil. "A unidade poderia servir de base de exportação para a América Latina", diz Jorge Pasquotto, presidente da empresa. Ele observa que a MAM compensou suas vendas, ao ampliar a distribuição, aumentar o número de itens em seu portfólio e chegar até o varejo de supermercados.
Com quase 50 anos, a brasileira Neopan também fez corte de pessoal na sua fábrica de Santo André (SP) e vai fechar este ano no vermelho, segundo César Sansano, diretor geral da empresa e presidente da associação que reúne as empresas do setor, a Abrapur. Sansano diz que as vendas físicas do setor vêm caindo 10% nos últimos dois anos. Por mês, o Brasil produz 1,5 milhão de mamadeiras e 3,2 milhões de chupetas
Sob pena de serem multadas até mesmo se oferecerem descontos nas prateleiras, as empresas silenciam sobre a queda de preço e pouco falam sobre suas estratégias de vendas. A maioria delas capricha nas negociações de vendas com o grande varejo de supermercados. Consegue, com isso, um efeito de redução de preço na gôndola.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem sido firme na fiscalização. A técnica Ana Paula Massera diz que, antes de serem punidas, as empresas recebem um alerta, mas se não cumprirem as regras podem ser multadas em até R$ 1,5 milhão. A lei obriga os fabricantes a advertir os consumidores em suas embalagens.
Na tentativa de ganhar a simpatia do médicos, que em geral são contra o uso de chupetas e mamadeiras, algumas empresas têm visitado consultórios. A MAM, que importa toda a linha de produtos, reuniu-se recentemente com pediatras ortodônticos para falar sobre o seu bico de mamadeira ortodôntico e escovas de dentes.
Na lei que limita a comercialização - na verdade são três normas com poder de lei, uma das quais originada em 1988 - o governo alerta sobre os riscos que o uso desses produtos podem causar à saúde dos bebês. "Chupetas e mamadeiras podem provocar disfunção motora e gerar problemas ortodônticos, além de cáries", alega o pediatra Marcus Renato de Carvalho, que desde 1998 faz parte da Ibfan, uma ONG em defesa do aleitamento materno.
Carvalho diz que no Brasil o desmame dos bebês é precoce, influenciado pelo uso das mamadeiras. E o tempo médio de amamentação exclusiva (sem a introdução de outros tipos de leites) é de apenas 23 dias, enquanto o recomendado é de 180. "Mas esses dados vêm crescendo", diz. "O Brasil tem um grande programa de incentivo e já possui um dos maiores bancos de leite dos mundo, com 274 pontos de coleta." Os médicos defendem a amamentação até o sexto mês e, depois disso, a introdução de outros alimentos e água de coco, dada ao bebê em colheres ou copos.
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